Recordes registrados no comércio exterior no mês de fevereiro/2011
Exportações de US$ 16,733 bilhões são recorde para o mês de fevereiro MDIC As exportações de US$ 16,733 bilhões registradas em fevereiro de 2011 foram recorde para o mês na série histórica. O mesmo ocorreu com as importações, que chegaram a US$ 15,534 bilhões, e, portanto, com a corrente de comércio (a soma das exportações e importações), que foi de US$ 32,267 bilhões. Os recordes também se repetiram na análise do primeiro bimestre do ano (exportações de US$ 31,947 bilhões, importações de US$ 30,325 bilhões e corrente de comércio de US$ 62,272 bilhões). O superávit bimestral (US$ 1,622 bilhão) também foi o melhor dos últimos três anos, (US$ 210 milhões em 2010 e US$ 1,231 bilhão em 2009). Exportações No acumulado de janeiro a fevereiro de 2011, os três grupos de produtos registraram crescimento em relação ao mesmo período de 2010: básicos (47,5%), semimanufaturados (21,6%) e manufaturados (10,8%). Com relação à exportação de produtos básicos, houve crescimento na receita de trigo em grão (281,7%), minério de ferro (129,7%), milho em grãos (92,2%), café em grão (63,8%), carne de frango (26,5%), petróleo em bruto (20,5%), farelo de soja (13,7%) e carne bovina (5,1%). Dentro dos semimanufaturados, os maiores aumentos foram nas vendas de óleo de soja em bruto (244,3%), ferro fundido (156,9%), semimanufaturados de ferro e aço (77,2%), ferro-ligas (46%), ouro em forma semimanufaturada (28,3%), couros e peles (19,2%) e celulose (9,3%). No grupo dos manufaturados, os principais produtos exportados foram máquinas e aparelhos para terraplanagem (173,9%), suco de laranja (79,2%), laminados planos (44,8%), motores de veículos e partes (38,7%), autopeças (25,3%), polímeros plásticos (21,8%), pneumáticos (20,8%), bombas e compressores (10,5%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (5,5%). Na análise dos mercados de destino, a Ásia (40%) foi quem teve maior expansão, com destaque para a China (57,5%), por conta de aumento nas vendas de minério de ferro, petróleo em bruto, celulose, siderúrgicos, couros e peles e carnes. A África (37,3%) teve o segundo maior crescimento com vendas de açúcar, trigo e milho em grão, carnes, óleo de soja em bruto e minério de ferro. No Mercosul (30,3%), as vendas para a Argentina tiveram aumento de 30,8%, com destaque para veículos automóveis e partes, máquinas e equipamentos, aparelhos eletroeletrônicos, energia elétrica, minério de ferro e aviões. Os principais países de destino das exportações, no acumulado bimestral foram: China (US$ 4 bilhões), Estados Unidos (US$ 3,4 bilhões), Argentina (US$ 3 bilhões), Países Baixos (US$ 1,7 bilhões) e Japão (US$ 1,3 bilhões). Importações No primeiro bimestre de 2011, houve crescimento de todas as categorias de uso, na comparação com o mesmo período de 2010: combustíveis e lubrificantes (22,1%), bens de consumo (30,6%), matérias-primas e intermediários (15,5%) e bens de capital (23,6%). Na análise dos mercados de origem, cresceram as compras de todos os principais blocos econômicos, com exceção da África (-8,2%). Nas Europa Oriental (62,1%), o crescimento se explica pelas aquisições de adubos e fertilizantes, carvão e nafta para petroquímica. No Oriente Médio (61,3%), houve compras de petróleo, adubos e fertilizantes e plásticos e obras. Em relação aos Estados Unidos (27,4%), os principais gastos foram com aumentos de máquinas e equipamentos, óleo diesel, carvão, químicos orgânicos, aparelhos eletroeletrônicos, plásticos e obras, instrumentos de ótica e precisão e aeronaves e peças. Os principais países de origem das importações foram: China (US$ 4,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 4,6 bilhões), Argentina (US$ 2,4 bilhões), Alemanha (US$ 2 bilhões) e Coréia do Sul (US$ 1,4 bilhões).
Três produtos tem aumento de Imposto de Importação e um tem o tributo reduzido
Camex aumenta Imposto de Importação de três produtos 18/02/2011 O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) decidiu alterar a Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), elevando as alíquotas do Imposto de Importação de três produtos. A Resolução Camex nº 7, que determina as alterações, foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (18/2). O difenilmetano diisocianato (NCM 3909.30.20) foi incluído na lista com alteração da alíquota de 14% para 20%. O produto químico, também conhecido como diisocianato de difenilmetano ou MDI polimérico, é utilizado na produção de espumas rígidas para isolamento térmico na indústria de refrigeração e de resinas para fundição, entre outras aplicações. A medida foi necessária tendo em vista que a crise econômica mundial iniciada em 2008 provocou excesso do produto no mercado global, o que levou não só à queda dos preços internacionais, como também intensificou a oferta em mercados emergentes, colocando em risco a continuidade da produção de MDI no Brasil. Já as luvas de látex (NCM 4015.19.00) de uso não cirúrgico, com espessura não superior 0,10 milímetros, do tipo utilizado em procedimentos hospitalares e demais estabelecimentos de saúde, tiveram o Imposto de Importação elevado de 16% para 35%. O Gecex aprovou a alteração tendo em vista que a indústria nacional está realizando um esforço, por meio de investimentos em novas unidades de fabricação, para que o Brasil deixe de ser dependente da importação do produto. Também houve alteração da alíquota, de 14% para 30%, para os moldes utilizados nos processos de moldagem por injeção ou compressão (NCM 8480.71.00). A elevação entra em vigor em 1° de março de 2011, em função de abertura de vaga na Lista de Exceções à TEC nessa data. A alteração foi aprovada diante da perda de competitividade da indústria nacional em relação aos moldes importados e da consequente redução de encomendas, o que coloca em risco a atuação de empresas e a manutenção de empregos no setor. Reboques e semi-reboques A Resolução nº 7 também reduz de 35% para 0% o Imposto de Importação para reboques e semi-reboques (NCM 8716.40.00) sem produção no Mercosul. São equipamentos para o transporte de cargas especiais, sem causar dano à infra-estrutura rodoviária. Entre os fatores que embasaram a aprovação da medida, merece destaque, além da inexistência de produção doméstica e regional, a expectativa de crescimento da demanda por este tipo de transporte em função das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Importação e Exportação crescem em 2010
Importação responde por 22% do consumo no país e bate recorde GIULIANA VALLONE – Folha de São Paulo DE SÃO PAULO A parcela do consumo brasileiro suprida por produtos importados bateu recorde em 2010. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o chamado Coeficiente de Importações –que mede a parcela dos produtos vindos do exterior no consumo– fechou o ano passado em 21,8%, o maior nível da história. O número corresponde a um crescimento de 3,5 pontos percentuais ante o número de 2009. Segundo a Fiesp, além do forte crescimento da demanda doméstica no ano passado, o real valorizado e os benefícios fiscais concedidos por alguns Estados para bens importados foram os principais responsáveis pelo aumento das compras externas no país. Já o Coeficiente de Exportações, que mede quanto da produção nacional foi enviada ao exterior no ano passado, teve leve alta em 2010, chegando a 18,9%.
Governo pretende aumentar o IOF sobre compras pelo cartão de crédito realizadas no exterior
Governo quer frear consumo no exterior Fonte: Folha de São Paulo O governo estuda elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) das compras no exterior com cartão de crédito de 0,38% para mais de 4%. Se a alíquota for aprovada, o IOF sobre uma despesa internacional de R$ 2.000 em cartão passará dos atuais R$ 7,60 para R$ 80. O objetivo é frear o consumo no exterior. Em 2010, essas transações cresceram 54%, somando US$ 10 bilhões. A combinação de crescimento de renda com dólar barato favorece as viagens para fora e as compras de importados pela internet. A medida visa evitar o endividamento excessivo, que pode elevar a inadimplência no futuro. Empresários também se queixam de que importados prejudicam produtos locais.
Indústria foi destaque em 2010
Apesar de câmbio desfavorável, indústria foi destaque em crescimento JULIANA ROCHA – Folha de São Paulo DE BRASÍLIA O aumento das importações, o real valorizado e a concorrência chinesa não impediram a indústria brasileira de crescer mais que o restante da economia. Mesmo setores que reclamam das condições do comércio internacional tiveram desempenho positivo no ano passado, graças ao aquecido mercado interno. As indústrias de brinquedos, têxtil, de calçados e de siderurgia são exemplos das que pedem proteção. Elas registraram aumento nas vendas internas de mais de 9%. No caso do setor siderúrgico, que teve o melhor desempenho entre essas, as vendas internas cresceram 30% e as exportações, 4%. Já a produção industrial do ano passado cresceu 10,5%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). IMPOSTO MAIOR O setor de brinquedos foi agraciado em 2010 com o aumento do imposto de importação para 35%, o máximo permitido pelo Mercosul. Os outros três setores contam com medidas antidumping (aplicadas nos casos em que o produto é importado por preço menor que o praticado no país de origem) já em vigor e outras em avaliação. Segundo o presidente da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synésio Batista, foi necessário cortar preços para concorrer com os chineses. A estratégia permitiu que o setor roubasse 5% do mercado dos importados. E as empresas faturaram 11% mais que no ano anterior. Os setores apontam que o consumo nacional garantiram o bom desempenho. Mas, preocupados com o cenário internacional, mantêm o discurso de que é preciso criar mecanismos de proteção contra os estrangeiros para evitar prejuízos e a temida desindustrialização. O argumento da indústria foi aceito pelo governo. A ordem da presidente Dilma Rousseff é tomar medidas para aumentar a competitividade brasileira. No alto escalão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, proteção comercial é considerada uma obrigação. Mas a ajuda não será indiscriminada, nem serão eleitos “os setores vencedores”, avisou a secretária de Desenvolvimento da Produção, Heloísa Menezes. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, diz que o governo está fazendo um diagnóstico dos setores que mais sofrem os efeitos do real valorizado e da competição chinesa antes de fechar a política industrial. O governo pretende levar ao Congresso a redução de impostos da folha de pagamento. Mas o Ministério da Fazenda admite que não é uma discussão fácil porque as centrais sindicais querem que o Tesouro cubra o rombo que a medida vai causar na receita da Previdência.
Volkswagen lidera importações automotivas
Volkswagen lidera importações e exportações automotivas em 2010 Montadora exportou US$ 1,7 bilhão, 19% acima dos embarques de 2009, e importou US$ 1,7 bilhão, volume 29% superior 18 de janeiro de 2011 Silvana Mautone, da Agência Estado SÃO PAULO – Entre as montadoras instaladas no Brasil, a Volkswagen foi a que liderou tanto as exportações como as importações no ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 18, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Ao longo de 2010, a Volkswagen do Brasil exportou US$ 1,758 bilhão FOB (free on board), 19% acima dos embarques de 2009, e importou US$ 1,697 bilhão FOB, volume 29% superior que o do ano anterior. A segunda empresa do setor automotivo que mais exportou no ano passado foi a Mercedes-Benz, com US$ 1,547 bilhão FOB (25% a mais do que em 2009), seguida pela General Motors, com vendas ao exterior de US$ 1,468 bilhão FOB (crescimento de 70%). No ranking das importadoras, considerando apenas o setor automotivo, a CAOA (empresa que atua como distribuidor exclusivo das marcas Subaru e Hyundai no Brasil) ficou em segundo lugar, com US$ 1,652 bilhão FOB (alta de 88%), seguida pela Toyota, com US$ 1,627 bilhão FOB (crescimento de 13%).
Vale torna-se a maior exportadora brasileira
Vale desbanca Petrobrás e lidera exportações em 2010 Vendas externas da mineradora somam US$ 24 bilhões, 32% acima dos embarques de US$ 18,2 bilhões da petrolífera 18 de janeiro de 2011 Chiara Quintão e André Magnabosco, da Agência Estado SÃO PAULO – A Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo, alcançou em 2010 o posto de principal exportadora brasileira, desbancando a Petrobrás, líder desse ranking desde 2002. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 18, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas externas da Vale somaram US$ 24 bilhões (valor FOB – Free on Board -, que inclui o custo de produção e transporte até o porto, mas não inclui o custo de transporte até o consumidor), 32% acima dos embarques de US$ 18,187 bilhões da Petrobrás. Graças a um crescimento de 122,07% em relação ao total exportado em 2009, a Vale respondeu por 11,91% do total das exportações brasileiras e reassumiu um posto que não ocupava desde 1998. A parcela da Petrobrás em 2010 foi de 9,01%, com uma expansão das exportações de 47,78% em relação ao ano anterior. A Embraer manteve-se no ano passado como a quarta maior empresa exportadora do Brasil, atrás da Bunge Alimentos, de acordo com a Secex. As vendas externas da Embraer somaram US$ 4,159 bilhões (valor FOB), 2,63% acima dos embarques de 2009. A Bunge Alimentos exportou ao longo de 2010 US$ 4,3 bilhões FOB, volume ligeiramente inferior (-1%) ao do ano anterior, quando exportou US$ 4,343 bilhões. A petroquímica Braskem encerrou 2010 na oitava posição entre as maiores exportadoras do Brasil, com vendas de US$ 2,47 bilhões (preço FOB). O resultado representa uma expansão de 30,49% na comparação com o ano anterior. A Braskem perdeu uma posição ante 2009, para a Samarco Mineração. A companhia controlada pela Vale e pela BHP Billiton saltou na 13ª posição em 2009 para a 5ª posição no ano passado, graças a um salto de 120% nas exportações, para US$ 3,21 bilhões. As dez primeiras empresas do ranking foram: Vale, Petrobrás, Bunge Alimentos, Embraer, Samarco Mineração, Cargill, ADM do Brasil, Braskem, Sadia e BRF Brasil Foods. Empresas de bens de consumo As empresas produtoras de bens de consumo Souza Cruz e Grendene registraram crescimento das exportações no ano passado em relação a 2009. A Souza Cruz obteve uma receita com as vendas ao exterior de US$ 541,613 milhões no ano passado, representando um crescimento de 10,6% sobre 2009. Esse desempenho garantiu à companhia a 58ª colocação entre as maiores exportadoras brasileiras, com uma fatia de 0,27% sobre o total exportado. Em 2009, a fatia era de 0,32%. Já a fabricante de calçados Grendene apresentou um incremento de 38,65% nas receitas com as vendas ao mercado externo, que somaram US$ 182,003 milhões. A empresa foi a 154ª maior exportadora em 2010, mantendo inalterada sua fatia de 0,09% sobre o total vendido ao exterior. A companhia têxtil Coteminas, por sua vez, registrou uma queda de 14,15% nos valores exportados em 2010 sobre 2009, que totalizaram US$ 121,672 milhões. A marca levou a empresa a 212ª colocação entre as maiores exportadoras, com uma participação sobre os embarques de 0,06%, ante 0,09% de 2009. (com Rodrigo Petry, da Agência Estado)
Advent ingressa no Porto de Paranaguá
Advent compra metade do Terminal de Contêineres de Paranaguá De olho no setor há seis anos, fundo de private equity desembolsa US$ 500 milhões pelo negócio, que foi disputado pelos grupos Libra, Santos Brasil e Brookfield 13 de janeiro de 2011 Patrícia Cançado, de O Estado de S. Paulo SÃO PAULO – O fundo Advent vai anunciar na sexta-feira, 14, a compra de 50% do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), o terceiro maior do País e que desde 1998 tem concessão para operar no porto paranaense. Segundo o Estado apurou, o fundo pagou US$ 500 milhões para entrar no negócio, que também era disputado por Libra e Santos Brasil, que já atuam no setor, e pela canadense Brookfield. “Estamos olhando o setor há pelo menos seis anos. Existem muito poucos ativos. Vimos várias oportunidades em portos privados, começando do zero, mas achamos que o risco era alto. Neste caso, é uma concessão pública, que já funciona”, afirma Patrice Etlin, presidente da Advent. A compra do TCP foi o maior negócio já feito pelo fundo no País. O valor do negócio não foi divulgado pelas partes. Os sócios atuais do terminal continuarão na empresa. Por trás da TCP, estão três grupos locais – Pattac, TUC, Soifer, que atuam na área de construção e de shopping centers – e dois espanhóis, TCB e Galigrain. Há um ano, os empresários pediram ao banco Santander para encontrar um parceiro para o terminal, que crescia a passos largos. Criado em 1998, o TCP é o único terminal de contêineres do porto de Paranaguá, movimenta um terço da carga, responde por 50% do faturamento e 40% da mão de obra que trabalha no local. O porto é o segundo maior do País, atrás apenas do de Santos. A Advent entra na companhia no momento em que o setor mostra-se mais atrativo. Os portos são um dos principais gargalos de infraestrutura no País. O TCP passará por uma forte fase de expansão, programada para os próximos 18 meses, quando o terminal vai dobrar sua capacidade, passando de 675 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) para 1,2 milhão por ano. “Neste setor, ninguém discute demanda. O que se discute é a estrutura regulatória”, diz Luiz Alves, diretor-geral da Advent. “A gente entra para acelerar o crescimento, mudar a governança e expandir os serviços atuais.” Durante o ano de 2010, enquanto o negócio era discutido entre as partes, a Advent ajudou a elaborar o projeto de expansão do terminal. Hoje, o TCP só cuida dos serviços da porta do terminal para dentro. A ideia, agora, é integrar a cadeia, passando a atuar desde a retirada da mercadoria até o embarque nos navios, trabalho que é feito por empresas de armazenagem e transporte, segundo o diretor-superintendente da companhia, Juarez Moraes e Silva. “Nessa área, há planos de começar empresas do zero, mas também de fazer aquisições”, diz Moraes e Silva. Segundo a Advent, o mercado de contêineres no Brasil cresceu acima de 10% ao ano nos últimos 12 anos e deve continuar crescendo nos próximos anos, com o aumento das importações e exportações do País. O setor de infraestrutura já é conhecido da Advent na região. O fundo é um dos maiores operadores de aeroportos da América Latina. Por meio de empresas que controla, administra um terminal no Aeroporto Internacional da Cidade do México e seis aeroportos na República Dominicana. No Brasil, a Advent tem participação em empresas como a Kroton (de ensino superior), a International Meal Company, dona dos restaurantes Viena e Frango Assado, e as Lojas Quero-Quero, rede de material de construção do Sul do País
Déficit na balança atinge grandes exportadores
Rombo atinge tradicionais exportadores Além dos prejuízos dos setores normalmente deficitários na balança, resultado negativo aumentou no setor de transporte e têxtil 14 de janeiro de 2011 Raquel Landim – O Estado de S.Paulo Dos 20 setores industriais avaliados pelo governo, metade teve déficit nas transações com o exterior em 2010. Os maiores prejuízos foram obtidos por setores tradicionalmente deficitários, mas segmentos com tradição exportadora também começam a registrar saldo negativo. Em material de transporte, o déficit triplicou de US$ 1,2 bilhão em 2009 para US$ 3,6 bilhões em 2010, conforme o Ministério do Desenvolvimento. No ano passado, o Brasil registrou um déficit de 158 mil veículos na sua balança comercial. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que os carros importados já representam 18,8% dos veículos licenciados no País. O perfil das compras demonstram que as importações não se restringem mais a produtos de luxo. No setor têxtil, o déficit subiu de US$ 1 bilhão para US$ 1,9 bilhão. Conforme cálculo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), que exclui a exportação de algodão, o déficit chegou ao recorde de US$ 3,5 bilhões. O setor está cobrando providências urgentes do governo. “Não dá para ficar mais discutindo um problema que é muito conhecido. O novo governo tem de implementar medidas já”, disse Fernando Pimentel, diretor-executivo da Abit. Os piores rombos seguem nos setores de máquinas, material elétrico e de comunicações e químico. Conforme dados do ministério, os déficits desse setores atingiram, respectivamente, US$ 17,4 bilhões, US$ 17,1 bilhões e US$ 11,9 bilhões. No setor elétrico e eletrônico, o problema é estrutural, porque o Brasil praticamente não produz componentes. Graças ao forte crescimento do consumo, as vendas de produtos eletrônicos seguiram avançando em 2010, o que exigiu forte aumento das importações de componentes. Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), conta que o setor está envolvido na discussão da próxima política industrial em gestação pelo governo Dilma Rousseff. “A política industrial traz efeitos. Mas se nada for feito para desvalorizar o câmbio, não vai adiantar”, disse. No setor de bens de capital, o déficit também é recorde. Cristina Zanella, gerente de economia da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destaca o forte avanço chinês. A participação da China nas importações de máquinas saiu de 2% em 2004 para 13% no ano passado. Raio X US$ 17,4 bi foi o déficit do setor de máquinas e equipamentos, o maior rombo da balança, seguido pelo setor de material elétrico e de comunicações, com déficit de US$ 17,1 bilhões e pelo setor químico, com US$ 11,9 bilhões US$ 3,6 bi foi o déficit no setor de transportes em 2010, o triplo do US$ 1,3 bilhão registrado em 2009 US$ 1,9 bilhão foi o déficit em 2010 do setor têxtil; no ano anterior, o déficit havia sido de US$ 1 bilhão
Importação de máquinas de construção pelo Porto de Suape
Suape começa a importar máquinas para construção da Hyundai para o Nordeste Fonte: Blog do Jamildo (http://www.blogdejamildo.com.br/) A linha de automóveis ainda não se confirmou, mas a Hyndai que produz maquinários voltados para construção civil começa a operar no Porto de Suape a partir desta quarta-feira. Em agosto do ano passado, o governador Eduardo Campos e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, chegaram a receber o presidente da sul-coreana Hyundai Equipamentos de Construção, fabricante de maquinários como escavadeiras, retroescavadeiras, empilhadeiras e pás carregadeiras. “Temos a oportunidade de concentrar as importações do Nordeste pelo Porto de Suape e atender a Hyundai para iniciar a fabricação de equipamentos no Brasil”, destacou Bezerra Coelho, ainda no ano passado, antes de virar ministro. A operação será intermediada pela Veneza Máquinas – representantes da Hyundai no Estado -, na pessoa dos diretores Eduardo Kano e Marcos Melo Filho. O Brasil já figurava como a terceira opção dos empreendedores, depois de Rússia e Indonésia, mas, com o momento por que passa, com o crescimento do consumo, a empresa antecipou os investimentos em território nacional. Atualmente, o País representa algo em torno de 5% do consumo mundial, ou seja, cerca de dois mil equipamentos dos quais 500 só no Nordeste.