Ferramenta para exportadores ganha nova versão
Lançada nova página do Radar Comercial 03/06/2011 Fonte: MDIC Brasília (3 de junho) – A página eletrônica do Radar Comercial passou por atualização e foi lançada hoje uma nova versão com mais informações e acesso facilitado para os usuários. O Radar Comercial é uma ferramenta de inteligência que identifica produtos e mercados que representem oportunidades comerciais para as empresas exportadoras brasileiras. Ele é ainda utilizado como instrumento para formular estratégias de promoção comercial, investimento e negociação, e permitir a prospecção de potenciais setores exportadores e mercados compradores. Os dados cobrem mais de 120 países que representam aproximadamente 96% do comércio mundial. O sistema já comporta informações atualizadas de 58 países até 2010, como, por exemplo, da África do Sul, Áustria, Bélgica, Canadá, Colômbia, Emirados Árabes, Estados Unidos, França, Noruega, Malásia, Reino Unido, Indonésia, Japão, Rússia e Paraguai. As informações são disponibilizadas com base no banco de dados do United Nations Commodity Trade Statistics Database (Comtrade). Na nova versão, os conceitos originais do Radar Comercial foram mantidos, como a comparação de dados do Brasil, com opção de detalhamento por estados, e por produtos em código do Sistema Harmonizado a seis dígitos (SH-6) e setores. Foram mantidas também as análises de mercado e a seleção de produtos prioritários, de medidas tarifárias e não tarifárias, de fornecedores, de dinamismo e de performance, entre outras. O novo layout do sistema segue padrões tecnológicos e visuais atualmente utilizados na internet, com um novo esquema de seleção de parâmetros para a geração de relatórios, com maior usabilidade, mais intuitivo e dirigido. A modernização dos parâmetros de filtragem na matriz de decisão, que é utilizada para seleção de produtos prioritários, também agora adequa o resultado às oscilações do volume de comércio de cada país. Houve ainda a inclusão de novos tipos de relatório, como, por exemplo, de mercados alvo com informação dos países concorrentes do Brasil. É possível também gerar relatórios com opções em padrão PDF e de gráficos (barra ou pizza), e houve melhorias na extração de relatórios no formato Excel. A página está compatível com diversos navegadores de internet (Internet Explorer, Firefox, Chrome). Por último, houve um intenso trabalho para redefinição de todo o processo de carga do banco de dados do Radar Comercial, com melhorias de desempenho e confiabilidade para os usuários. Com isto, foi possível reduzir, consideravelmente, o tempo de atualização das pesquisas. Acesse o Radar Comercial: www.radarcomercial.mdic.gov.br.
Vale exportará por seus supernavios
Primeiro supernavio da Vale leva minério à Ásia no fim de maio DA REUTERS A Vale recebeu neste mês o primeiro de sete navios encomendados ao estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co, da Coreia do Sul, que partirá pela primeira vez com minério brasileiro por volta do dia 25 do porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. O navio tem capacidade para 400 mil toneladas, 362 metros de comprimento e 65 metros de largura. O total de encomendas ao estaleiro coreano totaliza US$ 748 milhões, segundo o site da mineradora. O aumento da frota da Vale, que em 2012 contará com 35 navios, impulsiona a retomada da atuação da empresa no segmento da navegação depois de ter vendido parte dos navios da frota Docenave, seu braço do setor, no início dos anos 2000. Nem todos os navios serão propriedade da empresa. A encomenda de navios a estaleiros coreanos pela mineradora em 2009 foi mais uma pitada no conflito entre o atual presidente da Vale, Roger Agnelli, que deixa o cargo no próximo dia 20, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pregava em seu governo que a companhia investisse mais no Brasil. Na época, a empresa alegou que os estaleiros brasileiros não teriam capacidade de fazer o grande volume de encomendas e que fez pedidos de rebocadores, barcaças e empurradores, navios de menor porte, à indústria nacional. A capacidade de transportar mais volume em uma mesma viagem para seus clientes na Ásia, principalmente a China, aumenta a competitividade da companhia frente às suas rivais BHP e Rio Tinto em meio a um cenário de forte demanda. A Vale divulga seu lucro nesta quinta-feira após o fechamento do mercado de ações. A expectativa é de que o lucro da mineradora mais que triplique no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado com a alta do preço do minério de ferro.
Minas Gerais pretende diversificar sua gama de exportação
Mineiros tentam vender café e pão de queijo para China RAPHAEL VELEDA | Folha de São Paulo DE BELO HORIZONTE O tradicional pão de queijo mineiro é uma das apostas de empresários do Estado para ampliar o comércio com a China e diversificar a pauta de exportações de Minas. Responsável por quase um terço das exportações do Brasil para o país em 2010 (US$ 30,7 bilhões), Minas Gerais tenta diminuir a dependência do minério de ferro na balança comercial. No ano passado, o produto representou 88% do total de vendas. Para Jorge Duarte de Oliveira, diretor da Central Exportaminas, vinculada ao governo do Estado, o modelo gera “situações de risco a longo prazo”. “Exportamos muito, mas em quantidade de produtos, é menos do que há cinco anos.” Empresários do Estado serão parte da comitiva de empresários que acompanha a presidente Dilma Rousseff em viagem a China, neste fim de semana. Oliveira afirma que o país asiático começa a perder a autossuficiência na produção de alimentos e bebidas e, em breve, será um dos maiores importadores do mundo. GLOBALIZAÇÃO Para convencer os chineses a comer pão de queijo, os empresários mineiros confiam na globalização. “Durante muito tempo eles ficaram mais fechados a outras culturas, mas agora negociam e se relacionam com todos os países, viajam muito pelo mundo e vão abrindo mais possibilidades de consumo”, afirma Vicente Camiloti, diretor comercial da Forno de Minas. A empresa já exporta 100 toneladas do produto por mês para os EUA, Portugal e República Dominicana. Camiloti afirma que o pão de queijo tem condições de se tornar apreciado no mundo inteiro. “Hoje ainda é um produto étnico, mas é nutritivo, gostoso e simples de fazer, vai acabar rompendo essa barreira.” A Forno de Minas investe em ações de marketing para popularizar o salgado. A empresa diz que já fechou parcerias e tem a expectativa de começar a vender por lá 25 toneladas a cada mês. CAFÉ Outra missão de empresários mineiros irá para o país asiático em junho vender café com o apoio do Estado. Dois diretores da empresa Eximius, de comércio exterior, estão na Ásia vendendo o café de fazendeiros do sul de Minas. Acostumados a beber chá, os chineses importam apenas 550 mil sacas de café por ano, segundo Souza. “É pouquíssimo para uma população de mais de um bilhão de pessoas, mesmo que uma parte menor tenha acesso a produtos industrializados.” A empresa planeja começar a exportar, pelo menos, 30 mil sacas por ano para o país, já a partir da safra 2011.
Ferramentas de auxílio ao exportador
Inmetro e Fiesp assinam convênio para facilitar inserção de empresas no comércio internacional 04/04/2011 – Fonte: MDIC O Inmetro e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinaram convênio para facilitar a inserção de pequenas e médias empresas no comércio internacional por meio do conhecimento das exigências técnicas feitas aos produtos exportados. A parceria prevê o monitoramento das barreiras técnicas às exportações brasileiras. O convênio entre os dois órgãos tem por objetivo informar às empresas associadas da Fiesp as ações do Inmetro como ponto focal do Acordo sobre Barreiras Técnicas da Organização Mundial do Comércio (OMC) para que estas empresas não sejam atingidas por barreiras técnicas quando tentarem exportar seus produtos. Além disso, ele possibilitará a participação de empresas brasileiras na revisão de exigências técnicas criadas por outros países, permitindo manifestar seus interesses por meio do governo brasileiro. A parceria tem a importância de trazer esta discussão para o âmbito das empresas, assim como, colocar à sua disposição as ferramentas do Inmetro de superação destas barreiras técnicas. Outra vantagem para a indústria é que as empresas poderão se antecipar para se adaptar às exigências técnicas e aumentar sua participação no mercado externo. Alerta Exportador O convênio Inmetro-Fiesp facilitará o uso do serviço Alerta Exportador pelas empresas filiadas da Fiesp, podendo também ser acessado no site da federação. Trata-se de um serviço gratuito oferecido pelo Inmetro, em que o empresário brasileiro escolhe os países e os produtos de interesse e passa a receber por e-mail as novas exigências técnicas notificadas à OMC. Por meio do Alerta Exportador, uma empresa exportadora passa a conhecer as exigências técnicas que incidem sobre seu produto no mercado para o qual deseja exportar. Desconhecer os novos regulamentos técnicos pode representar grandes prejuízos como, por exemplo, a perda do embarque do produto. Quando uma barreira técnica é detectada, tanto pelas empresas quanto por qualquer outra parte interessada no comércio internacional, será possível ao governo brasileiro tomar as providências para que esta barreira seja removida por meio de um processo de negociação comercial na OMC.
Recordes registrados no comércio exterior no mês de fevereiro/2011
Exportações de US$ 16,733 bilhões são recorde para o mês de fevereiro MDIC As exportações de US$ 16,733 bilhões registradas em fevereiro de 2011 foram recorde para o mês na série histórica. O mesmo ocorreu com as importações, que chegaram a US$ 15,534 bilhões, e, portanto, com a corrente de comércio (a soma das exportações e importações), que foi de US$ 32,267 bilhões. Os recordes também se repetiram na análise do primeiro bimestre do ano (exportações de US$ 31,947 bilhões, importações de US$ 30,325 bilhões e corrente de comércio de US$ 62,272 bilhões). O superávit bimestral (US$ 1,622 bilhão) também foi o melhor dos últimos três anos, (US$ 210 milhões em 2010 e US$ 1,231 bilhão em 2009). Exportações No acumulado de janeiro a fevereiro de 2011, os três grupos de produtos registraram crescimento em relação ao mesmo período de 2010: básicos (47,5%), semimanufaturados (21,6%) e manufaturados (10,8%). Com relação à exportação de produtos básicos, houve crescimento na receita de trigo em grão (281,7%), minério de ferro (129,7%), milho em grãos (92,2%), café em grão (63,8%), carne de frango (26,5%), petróleo em bruto (20,5%), farelo de soja (13,7%) e carne bovina (5,1%). Dentro dos semimanufaturados, os maiores aumentos foram nas vendas de óleo de soja em bruto (244,3%), ferro fundido (156,9%), semimanufaturados de ferro e aço (77,2%), ferro-ligas (46%), ouro em forma semimanufaturada (28,3%), couros e peles (19,2%) e celulose (9,3%). No grupo dos manufaturados, os principais produtos exportados foram máquinas e aparelhos para terraplanagem (173,9%), suco de laranja (79,2%), laminados planos (44,8%), motores de veículos e partes (38,7%), autopeças (25,3%), polímeros plásticos (21,8%), pneumáticos (20,8%), bombas e compressores (10,5%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (5,5%). Na análise dos mercados de destino, a Ásia (40%) foi quem teve maior expansão, com destaque para a China (57,5%), por conta de aumento nas vendas de minério de ferro, petróleo em bruto, celulose, siderúrgicos, couros e peles e carnes. A África (37,3%) teve o segundo maior crescimento com vendas de açúcar, trigo e milho em grão, carnes, óleo de soja em bruto e minério de ferro. No Mercosul (30,3%), as vendas para a Argentina tiveram aumento de 30,8%, com destaque para veículos automóveis e partes, máquinas e equipamentos, aparelhos eletroeletrônicos, energia elétrica, minério de ferro e aviões. Os principais países de destino das exportações, no acumulado bimestral foram: China (US$ 4 bilhões), Estados Unidos (US$ 3,4 bilhões), Argentina (US$ 3 bilhões), Países Baixos (US$ 1,7 bilhões) e Japão (US$ 1,3 bilhões). Importações No primeiro bimestre de 2011, houve crescimento de todas as categorias de uso, na comparação com o mesmo período de 2010: combustíveis e lubrificantes (22,1%), bens de consumo (30,6%), matérias-primas e intermediários (15,5%) e bens de capital (23,6%). Na análise dos mercados de origem, cresceram as compras de todos os principais blocos econômicos, com exceção da África (-8,2%). Nas Europa Oriental (62,1%), o crescimento se explica pelas aquisições de adubos e fertilizantes, carvão e nafta para petroquímica. No Oriente Médio (61,3%), houve compras de petróleo, adubos e fertilizantes e plásticos e obras. Em relação aos Estados Unidos (27,4%), os principais gastos foram com aumentos de máquinas e equipamentos, óleo diesel, carvão, químicos orgânicos, aparelhos eletroeletrônicos, plásticos e obras, instrumentos de ótica e precisão e aeronaves e peças. Os principais países de origem das importações foram: China (US$ 4,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 4,6 bilhões), Argentina (US$ 2,4 bilhões), Alemanha (US$ 2 bilhões) e Coréia do Sul (US$ 1,4 bilhões).
Importação e Exportação crescem em 2010
Importação responde por 22% do consumo no país e bate recorde GIULIANA VALLONE – Folha de São Paulo DE SÃO PAULO A parcela do consumo brasileiro suprida por produtos importados bateu recorde em 2010. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o chamado Coeficiente de Importações –que mede a parcela dos produtos vindos do exterior no consumo– fechou o ano passado em 21,8%, o maior nível da história. O número corresponde a um crescimento de 3,5 pontos percentuais ante o número de 2009. Segundo a Fiesp, além do forte crescimento da demanda doméstica no ano passado, o real valorizado e os benefícios fiscais concedidos por alguns Estados para bens importados foram os principais responsáveis pelo aumento das compras externas no país. Já o Coeficiente de Exportações, que mede quanto da produção nacional foi enviada ao exterior no ano passado, teve leve alta em 2010, chegando a 18,9%.
Apesar de balança positiva, Ministro demonstra intenção de proteger a indústria nacional
Pimentel vê balança positiva em mais de US$ 10 bi em 2011 DA REUTERS DE SÃO PAULO O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, disse nesta segunda-feira esperar que a balança comercial brasileira tenha um saldo comercial positivo de pelo menos US$ 10 bilhões em 2011. “O saldo é positivo, mas ele está em queda. Eu acho que este ano vai ser positivo ainda. Tenho esperança de que seja ainda pelo menos na casa dos US$ 10 bilhões ou mais”, afirmou Pimentel a jornalistas, após participar de evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria). “Mas não podemos ficar passivos, temos que avançar na direção de defender nossa indústria e recuperar o espaço que tínhamos nas exportações de manufaturados”, acrescentou. FEVEREIRO A balança comercial brasileira teve um superavit de US$ 548 milhões na segunda semana de fevereiro, o que eleva o superavit deste mês para US$ 980 milhões. Neste ano, o saldo comercial está positivo em US$ 1,404 bilhão, a diferença entre exportações de US$ 22,972 bilhões e importações de US$ 21,568 bilhões. Por dia útil, a média do superavit comercial é de US$ 46,8 milhões, uma cifra quase 313% maior que o saldo médio em 2010, no mesmo período. Já o volume exportado por dia útil atingiu US$ 765,7 milhões, em um crescimento de 28,4% sobre a média de 2010, em idêntico período. As importações cresceram num ritmo um pouco menor: a média por dia útil foi de US$ 718,9 milhões, em um aumento de 22% sobre o número do ano passado.
Micro-Empresas crescem com exportação de produtos essencialmente brasileiros
Pequenas empresas exportam ‘brasilidade’ para ganhar mercados Pequenos empresários buscaram no Brasil diferencial para competir lá fora. Bijuterias de capim e cosméticos de café estão entre produtos ofertados. Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo Bijuterias feitas com capim dourado, cosméticos à base de café e ingredientes amazônicos, chá mate orgânico solúvel e até pequenas usinas de biodiesel estão entre os produtos que micro e pequenos empresários brasileiros escolheram para garantir espaço no disputado mercado internacional. Ao investir em nichos “abrasileirados”, esses empreendedores buscam reduzir a concorrência e atender à demanda cada vez maior por produtos sustentáveis em todo o mundo. É em Diadema, no ABC Paulista, que a Arte dos Aromas fabrica cosméticos orgânicos inspirados na Amazônia, usados por consumidores da Dinamarca, Lituânia e Itália. Entre os produtos estão shampoos, sabonetes, cremes faciais e sais de banho, todos feitos com ingredientes orgânicos, como óleos de castanha, babaçu, buriti e andiroba, além de extrato de açaí e manteiga de cupuaçu, explica a diretora comercial Geysa Belém. Os ingredientes vêm de comunidades de regiões amazônicas. Alguns são adquiridos de cooperativas locais, sem intermédios de outras empresas, e outros, por meio de um distribuidor. A aceitação e a valorização de um produto artesanal, principalmente feito com produtos naturais, é maior no mercado externo” Fabiana Bezerra Geysa afirma que as exportações começaram em julho de 2009 e foram crescendo aos poucos. Em 2010, a empresa teve crescimento de 15% e as vendas internacionais foram responsáveis por 7% do faturamento. Para este ano, a expectativa é crescer até 20% e aumentar a participação com exportações para 15% do faturamento. Apesar dos resultados, Geysa afirma que não foi fácil começar o comércio com outros países. “É preciso seguir as normas deles, ter certificação”, diz. Para conseguir a certificação, que dá aos cosméticos o rótulo de orgânicos, foram necessários dois anos de trabalho, revela. “Por enquanto, os produtos orgânicos são um diferencial a mais no Brasil (…). Aqui, as grandes empresas ainda não estão trabalhando com esse conceito”, diz. Para Geysa, o consumidor brasileiro ainda não tem o costumo de ler os rótulos e ver como os produtos são feitos. Adaptação A chance de conseguir um espaço no mercado internacional muitas vezes está justamente em identificar as necessidades dos países e adaptar os produtos brasileiros a elas, avalia o diretor de negócios da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) no Brasil, Maurício Borges. “Independente do porte da empresa, sempre haverá espaço para quem oferece produtos diferenciados, inovadores e de alta qualidade”, avalia. A agência atua para inserir empresas no mercado internacional com soluções em áreas como qualificação para exportação, promoção comercial e apoio à internacionalização. No Brasil, são mais de 12 mil empresas apoiadas, sendo 94% micros, médias e pequenas. Bijuterias de capim A pequena empresária Fabiana Bezerra viu no capim dourado disponível nas fazendas da família uma possibilidade de “inventar moda”. Em 2007, criou a Art Da Terra, no Tocantins, e iniciou a produção de bijuterias feitas com o capim e outras matérias-primas, como fios de seda, lãs, palhas e sementes. Atualmente, os colares e pulseiras da pequena empresária são vendidos para a França, Alemanha, Espanha, Itália, Áustria, Suíça, Portugal, Grécia, Estados Unidos, Japão, Honduras, México e Porto Rico. Com tantos destinos, as exportações representam 95% do faturamento. As bijuterias são produzidas por artesãos que trabalham em suas próprias casas e são remunerados de acordo com o trabalho de cada peça, revela Fabiana. “A aceitação e a valorização de um produto artesanal, principalmente feito com produtos naturais, é maior no mercado externo”, diz. De acordo com Fabiana, os preços das mercadorias variam de R$ 15 a R$ 360, em média, para vendas no atacado. Participação pequena De acordo com os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as micro e pequenas empresas correspondiam, em 2009, a 44% do total de estabelecimentos que exportavam no país. As médias correspondiam a 30%. Apesar disso, no valor exportado, as micro e pequenas tiveram participação de apenas 0,9% e, as médias, de 5,6%. Para o consultor Gilberto Campião, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), é justamente na segmentação que as micro e pequenas podem tentar melhorar esse resultado. “Se a empresa trabalhar com produtos corriqueiros, não vai ter preço. Para conseguir fazer as vendas, precisa ter segmentação, nicho (…). Fica mais fácil trabalhar com produtos do Brasil, não vai ter chinês, indiano, na concorrência. O preço deixa de ser diferencial, que passa a ser o produto”, diz. É com a intenção de mostrar esse diferencial comentado por Campião que o Projeto Organics Brasil trabalha promovendo os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional. De acordo com coordenador executivo do projeto, Ming Liu, todo o produto orgânico trabalha três conceitos básicos: segurança alimentar, questão ambiental e questão social. “O Brasil tem toda a característica com produtos com princípios ativos próprios (…) Há também o clima, a biodiversidade. Trabalhamos com uma imagem que o Brasil é orgânico”, diz. Cosméticos de café Foi com o conceito de produto sustentável que Vanessa Vilela se inspirou na tradição do café em Minas Gerais para criar, em 2007, a linha de cosméticos Kapeh, com produtos à base de café. Formada em farmácia e bioquímica, Vanessa conta que buscou desenvolver uma marca de cosméticos diferente do que havia no setor. Ela explica que resolveu apostar nas exportações por conta da “brasilidade do café e dos produtos”. Atualmente, as exportações giram em torno de 5% dos negócios e vão para Portugal e Holanda Em 2010, a marca teve crescimento de 250% e as expectativas para 2011 é de crescer mais 300%. O planejamento para este ano também é de ampliar a atuação no exterior para alguns países do Oriente. Para isso, a empresa também buscou certificação. De acordo com Vanessa, a certificação é holandesa e assegura a qualidade do grão e uma produção rastreada e sustentável. Qualificação Por conta dos investimentos e preparação necessários para entrar no mercado internacional, como planejamento e pesquisa de
Vale torna-se a maior exportadora brasileira
Vale desbanca Petrobrás e lidera exportações em 2010 Vendas externas da mineradora somam US$ 24 bilhões, 32% acima dos embarques de US$ 18,2 bilhões da petrolífera 18 de janeiro de 2011 Chiara Quintão e André Magnabosco, da Agência Estado SÃO PAULO – A Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo, alcançou em 2010 o posto de principal exportadora brasileira, desbancando a Petrobrás, líder desse ranking desde 2002. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 18, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas externas da Vale somaram US$ 24 bilhões (valor FOB – Free on Board -, que inclui o custo de produção e transporte até o porto, mas não inclui o custo de transporte até o consumidor), 32% acima dos embarques de US$ 18,187 bilhões da Petrobrás. Graças a um crescimento de 122,07% em relação ao total exportado em 2009, a Vale respondeu por 11,91% do total das exportações brasileiras e reassumiu um posto que não ocupava desde 1998. A parcela da Petrobrás em 2010 foi de 9,01%, com uma expansão das exportações de 47,78% em relação ao ano anterior. A Embraer manteve-se no ano passado como a quarta maior empresa exportadora do Brasil, atrás da Bunge Alimentos, de acordo com a Secex. As vendas externas da Embraer somaram US$ 4,159 bilhões (valor FOB), 2,63% acima dos embarques de 2009. A Bunge Alimentos exportou ao longo de 2010 US$ 4,3 bilhões FOB, volume ligeiramente inferior (-1%) ao do ano anterior, quando exportou US$ 4,343 bilhões. A petroquímica Braskem encerrou 2010 na oitava posição entre as maiores exportadoras do Brasil, com vendas de US$ 2,47 bilhões (preço FOB). O resultado representa uma expansão de 30,49% na comparação com o ano anterior. A Braskem perdeu uma posição ante 2009, para a Samarco Mineração. A companhia controlada pela Vale e pela BHP Billiton saltou na 13ª posição em 2009 para a 5ª posição no ano passado, graças a um salto de 120% nas exportações, para US$ 3,21 bilhões. As dez primeiras empresas do ranking foram: Vale, Petrobrás, Bunge Alimentos, Embraer, Samarco Mineração, Cargill, ADM do Brasil, Braskem, Sadia e BRF Brasil Foods. Empresas de bens de consumo As empresas produtoras de bens de consumo Souza Cruz e Grendene registraram crescimento das exportações no ano passado em relação a 2009. A Souza Cruz obteve uma receita com as vendas ao exterior de US$ 541,613 milhões no ano passado, representando um crescimento de 10,6% sobre 2009. Esse desempenho garantiu à companhia a 58ª colocação entre as maiores exportadoras brasileiras, com uma fatia de 0,27% sobre o total exportado. Em 2009, a fatia era de 0,32%. Já a fabricante de calçados Grendene apresentou um incremento de 38,65% nas receitas com as vendas ao mercado externo, que somaram US$ 182,003 milhões. A empresa foi a 154ª maior exportadora em 2010, mantendo inalterada sua fatia de 0,09% sobre o total vendido ao exterior. A companhia têxtil Coteminas, por sua vez, registrou uma queda de 14,15% nos valores exportados em 2010 sobre 2009, que totalizaram US$ 121,672 milhões. A marca levou a empresa a 212ª colocação entre as maiores exportadoras, com uma participação sobre os embarques de 0,06%, ante 0,09% de 2009. (com Rodrigo Petry, da Agência Estado)
Porto de Santos atinge recorde inesperado em acúmulo de produtos importados
Recorde de carga causa acúmulo inédito de importados em Santos DE SÃO PAULO | Folha de São Paulo O porto de Santos, por onde passa 27% do comércio exterior brasileiro, deve alcançar a marca recorde de 96 milhões de toneladas de carga em 2010, de acordo com a Codesp, a empresa que administra o complexo. O crescimento das exportações em 2010 ajudou, principalmente a venda de commodities, sobretudo soja e açúcar –esse um dos itens que congestionaram Santos em 2010. Mas foi a importação que surpreendeu até o principal executivo do maior terminal de contêineres do país, a Santos Brasil, informa reportagem de Agnaldo Brito para a Folha. “Ninguém esperava um volume de importações desse tamanho. Não há infraestrutura que suporte um crescimento tão rápido”, disse Antônio Carlos Sepúlveda, presidente da Santos Brasil. Até outubro, as importações gerais do porto cresceram 40,4%, alcançando 26,34 milhões de toneladas.